Se você pensa em adotar uma criança, deve ir a um fórum com documentos pessoais e um comprovante de residência. Você vai se inscrever como pretendente à adoção. Será chamado para entrevistas com assistente social e psicólogos. Se for aprovado pelo juiz, entra num cadastro e você pode levar esse dossiê a outras Varas da Infância. O candidato é chamado quando há uma criança disponível e com o perfil solicitado.
Só podem ser adotadas crianças cujos pais perderam o pátrio poder. A condição financeira da família não é mais justificativa para isso. Desde 1990, com o Estatuto da Criança, a competência para cuidar e educar o filho prevalece.
Só podem adotar maiores de 21 anos e ser 16 mais velhos que o adotado. O novo Código Civil reduz este ano a idade do adotante para 18.
O processo para a guarda definitiva pode durar mais de dois anos.
A mãe adotiva tem direito a licença-maternidade de 30 a 120 dias, conforme a idade do filho adotado.
Pesquisadores estimam que há cerca de 1 milhão de crianças institucionalizadas no país. São poucos os casos de abandono. A maioria está no abrigo por sobrevivência, aguardando a reintegração familiar. No Paraná, as crianças disponíveis para adoção, encaminhadas pelos Conselhos Tutelares, representam de 8% a 10% do total de crianças abrigadas.
Em São Paulo, 3.052 crianças foram adotadas em 2002.
Em Recife, aumentou o número de adoções nacionais e caiu o de estrangeiras. Em 2001, foram 99 da primeira contra nove da segunda.
Santa Catarina tem média anual de 700 adoções.
As adoções ilegais diminuíram. Há 15 anos, representavam 90% e, hoje, 48%.
23% das adoções legais são inter-raciais.
14% das crianças são adotadas com mais de 2 anos.
Depoimentos de casais indicam que é fácil se afeiçoar à criança adotada. O que dá problema é o tipo de educação, como em qualquer família. Não contar ao filho sobre a adoção é conflito na certa.
Dados preliminares de pesquisa sobre famílias indica que as adotivas são mais afetivas que as biológicas.
O perfil do casal que adota é casado, branco, católico, cerca de 34 anos, escolaridade média ou superior, renda superior à media da população.
51% dos casais que adotam têm filhos biológicos.
92,5% dos filhos adotivos declaram amar seus pais; 7,5% estão insatisfeitos.
15% das crianças adotivas souberam da condição em brigas ou por terceiros, e 65% reagem mal quando sabem da adoção após os 6 anos.
Pais dizem que o amor é o essencial para o sucesso da adoção. Filhos falam que é o diálogo.
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