Sempre pensamos em adotar uma criança e após algum tempo, resolvemos procurar os órgãos competentes e assim entrar na fila para adoção.
Quando entramos na fila, queríamos o que a maioria das famílias idealizam,
um bebê, recém nascido ou no máximo até três anos de idade e talvez irmãos e que
eles fossem crescendo junto com a gente.
Mas quando fizemos o curso de preparação para adoção e fomos nos informando mais sobre o assunto, mudamos nosso perfil que já aceitava irmãos,qualquer raça,doenças, enfim,apenas aumentamos a idade das crianças,pois entendemos que a realidade no Brasil é muito diferente e que as crianças que se encontram em abrigos são na maioria irmãos e não mais bebês.
Então percebemos que qualquer criança que viesse para nós seria nosso filho amado. Não tínhamos que escolher ,mas sim estarmos receptivos a acolher.
Foi então através de grupos de apoio a adoção que tivemos a informação de um grupo de irmãos que já estava indo para a adoção internacional, pois lá fora os pretendentes não são tão exigentes quanto à idade das crianças. Foi como um choque e pensamos como pessoas tão distantes querem as nossas crianças, elas não podem ir embora, temos que ficar com elas.
Eram quatro crianças de oito meses a nove anos de idade, então buscamos outro casal na mesma cidade que se interessasse por duas delas, pois as quatro eram inviáveis para assumirmos e eles também não poderiam perder o único vínculo que lhes restava, os irmãos. E assim a família cresceu de dois pra oito de repente, pois com a chegada dos quatro irmãos, estreitamos laços com o outro casal. Tudo isso foi muito rápido,graças aos grupos de apoio e a estarmos dispostos a aceitar crianças maiores,em menos de dois meses estavam conosco nossas duas filhotas, uma de 6 aninhos e outra de apenas 8 meses de vida,nossas duas alegrias que mudaram nossas vidas em todos os sentidos pois, o amor que trocamos é incondicional.
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